Veja quais são os 5 principais aplicativos para testar a velocidade de carregamento de sites

A visibilidade de um website está ligada ao quão bem posicionada sua página está nos mecanismos de busca. Isto é, o Google ranqueia os conteúdos que entende como mais valiosos para proporcionar uma boa experiência ao usuário.

Dentre as práticas que determinam uma boa posição, uma delas é testar a velocidade de carregamento. Quer se inteirar sobre o assunto e descobrir plataformas para otimizar seu site?

Siga a leitura do conteúdo e veja como melhorar seu desempenho digital com essas 5 dicas de ferramentas excelentes! 😉

Por que é tão importante ter um site que carrega rápido?

O primeiro passo para adentrarmos nessa discussão é entender que a velocidade de carregamento é um tópico muito importante para a melhoria de um website.

E não somente por conta de uma alta demanda ou um alto fluxo de visitas, mas também para atrair novos clientes em potencial.

Além disso, a velocidade que um site carrega é determinante para uma boa experiência do usuário.  

Dessa forma, uma página que carrega mais rápido é melhor posicionada nos mecanismos de busca, por ser um dos fatores de ranqueamento de um website ou blog. 

O Google, inclusive, introduziu as Core Web Vitals (CWV) – Largest Contentful Paint (LCP), Interaction to Next Paint (INP) e Cumulative Layout Shift (CLS) – como métricas essenciais que avaliam a experiência do usuário no carregamento, interatividade e estabilidade visual da página, sendo um componente central para o ranqueamento.  

Imagine que um cliente em potencial esteja abrindo seu website no celular e a página demora muito para carregar. Qual é o tempo que o consumidor insiste em um site lento antes de fechar a aba e procurar outro conteúdo que carregue mais rápido?

Pesquisas demonstram que um aumento de apenas um a três segundos no tempo de carregamento da página pode elevar a probabilidade de rejeição (bounce rate) em 32%. 

Se o tempo de carregamento se estender para entre um e dez segundos, a chance de abandono da página pode disparar para 123%. Uma alta taxa de rejeição não é apenas uma estatística, mas um sinal claro para os motores de busca de baixa qualidade ou relevância, levando a uma penalização no ranqueamento.  

A lentidão de um site tem um impacto direto e negativo nas taxas de conversão, um fator crítico para o sucesso de qualquer negócio online, especialmente para plataformas de e-commerce. Estudos demonstram que até mesmo um atraso de um segundo no tempo de carregamento pode resultar em uma redução de 7% nas conversões. 

A gigante do varejo Amazon, em uma pesquisa interna, concluiu que a cada 100 milissegundos (ou 1/10 de segundo) de lentidão no carregamento, sua loja virtual experimentava uma perda de 1% em receitas. Isso sublinha a importância de uma hospedagem de alta qualidade e otimizações contínuas.  

É por isso que uma maior velocidade de carregamento influencia no bom ranqueamento de sites e é importante que sempre estejamos a par das necessidades do mercado.

Mas você deve estar se perguntando quais são as melhores formas de fazer o cálculo da velocidade de carregamento, não é?

✨ Saiba mais: O que é Autoridade no SEO e como aumentar a do seu site.

Métricas essenciais de velocidade de site e sua interpretação

Para realmente entender o desempenho do seu site, é crucial ir além do tempo de carregamento total e analisar métricas específicas que as ferramentas de teste fornecem.

  • Largest Contentful Paint (LCP): mede o tempo que leva para o maior elemento de conteúdo (imagem, vídeo, bloco de texto) na parte visível da tela se tornar visível para o usuário. É um indicador chave da velocidade de carregamento perceptível. Um LCP ideal é abaixo de 2.5 segundos;  
  • Interaction to Next Paint (INP): esta métrica, que substituiu o First Input Delay (FID), avalia a responsividade geral de uma página a todas as interações do usuário. Ela mede o tempo desde a primeira interação (clique, toque, etc.) até a próxima atualização visual na tela. Um INP ideal é abaixo de 200 milissegundos;
  • Cumulative Layout Shift (CLS): avalia a estabilidade visual da página. Mede a quantidade de mudanças inesperadas de layout que ocorrem enquanto a página ainda está carregando. Um CLS ideal é abaixo de 0.1;  
  • Time to First Byte (TTFB): a duração entre a solicitação da página pelo navegador e o recebimento do primeiro byte de dados do servidor. É uma métrica crucial que avalia a capacidade de resposta do servidor e o desempenho do back-end. Um TTFB alto indica problemas na hospedagem ou no servidor. Um TTFB ideal é abaixo de 0.8 segundos, embora valores abaixo de 200ms sejam considerados excelentes; 
  • First Contentful Paint (FCP): o tempo entre a solicitação da página e o primeiro texto, imagem ou outro elemento de conteúdo visível. Indica o quão rapidamente o usuário começa a ver algo na tela. Um FCP ideal é abaixo de 1.8 segundos;
  • Time to Interactivity (TTI): o tempo necessário para que uma página seja considerada totalmente interativa, ou seja, quando todos os scripts e elementos visuais foram carregados e o usuário pode interagir plenamente com a página. Um tempo ideal é abaixo de 3.8 segundos;  
  • Fully-Loaded Time (Tempo de Carregamento da Página): mede o tempo total para carregar todos os elementos da página, incluindo recursos de terceiros. Embora importante, não é o único indicador de UX, pois uma página pode parecer carregada antes de estar totalmente funcional.

Compreender essas métricas permite identificar áreas para otimização e melhorar o desempenho, pois elas formam uma cascata: um TTFB alto, por exemplo, atrasará todas as métricas subsequentes, incluindo FCP e LCP.  

5 ferramentas para testar a velocidade de carregamento do seu site

Aqui estão nossas dicas de ferramentas que você pode usar para calcular a velocidade de carregamento do seu site, garantir um resultado satisfatório e, dessa forma, trabalhar para otimizar o desempenho de sites de forma prática e acessível! 

É recomendado realizar múltiplos testes com diferentes ferramentas e navegadores para obter amostras variadas e resultados mais precisos.  

PageSpeed Insights

Essa é uma ferramenta gratuita do Google que analisa a velocidade de carregamento de sites em computadores, tablets ou até mesmo em smartphones. É muito simples, basta colocar o URL da página que você deseja calcular a velocidade e o PageSpeed realiza a avaliação.

Assim, os resultados são apresentados, relatando os problemas identificados dentro do website e formas de solucioná-los, além de uma nota de classificação que vai de 0 a 100. Isso significa que quanto mais próximo do 100, mais próximo você está dos critérios ideais. O PageSpeed Insights integra dados de campo (do Chrome UX Report, que reflete a experiência de usuários reais) e dados de laboratório (coletados pelo Lighthouse em um ambiente controlado), apresentando as avaliações de Core Web Vitals e sugestões de otimização.  

Test My Site

O Test My Site também é uma ferramenta do Google que, da mesma forma, funciona com a inserção do URL de determinada página, mas esse é especificamente para dispositivos móveis.

Embora o Google PageSpeed Insights seja agora a principal ferramenta do Google para análise de performance tanto em dispositivos móveis quanto em desktops , o Test My Site pode ser uma interface mais focada ou uma ferramenta complementar para avaliações detalhadas em mobile.  

Assim, é apresentada uma avaliação detalhada e de forma completamente gratuita. O Test My Site também fornece uma série de recomendações para a melhoria do seu website e diversas formas de aumentar a velocidade de carregamento da sua página.

Pingdom

Nessa ferramenta, é apresentado o número de requisições feitas pela página, além do tempo total de carregamento, o tamanho dos arquivos utilizados e gráficos para ilustrar os resultados de maneira didática. 

Além disso, é possível visualizar as requisições de maneira individual, o que facilita o processo. O Pingdom permite testar a velocidade do site a partir de várias localizações geográficas, o que é particularmente útil para entender como um site carrega para um público global. 

Ele também armazena os resultados de testes anteriores, permitindo o acompanhamento histórico das melhorias de velocidade ao longo do tempo.  

GT Metrix

A análise de velocidade do GT Metrix é super completa, pois é realizada a partir de 27 critérios diferentes para só então gerar uma nota de classificação, que é gerida em percentual (de 0% a 100%).

O GTmetrix mede o desempenho do site avaliando o tempo de carregamento, tamanho da página e número de requisições. Ele utiliza o Google Lighthouse e o YSlow (Yahoo) para suas análises, permitindo testar de vários locais, limitar a velocidade da rede e comparar o desempenho do seu site com o de concorrentes.  

Além disso, em cada critério é apontado o que necessita de aperfeiçoamento ou mudanças dentro do seu site. Vale ressaltar que o GT Metrix é uma plataforma gratuita, mas oferece alguns planos pagos que dão análises mais detalhadas e específicas.

WebPage Test

O diferencial dessa ferramenta é a possibilidade de escolher o tipo de navegador e o local de origem da testagem de velocidade de carregamento para o website.

Isso quer dizer que, ao escolher um ponto inicial mais próximo de onde se encontra o seu servidor físico, o tempo de resposta do site será influenciado.

O WebPageTest é uma ferramenta gratuita e altamente configurável que permite selecionar diferentes locais de servidor, navegadores (desktop e mobile) e tipos de conexão de rede para o teste. Quanto ao resultado, o diagnóstico é bem detalhado. 

O teste revela análise de desempenho da página, detalhamento do conteúdo, o carregamento desses conteúdos e o uso de cachê. Inclusive, também fornece gráficos da otimização e carregamento dos recursos. 

Possui um recurso de comparação visual de URLs, que permite testar e comparar várias páginas simultaneamente.  

Nesse sentido, o WebPage funciona de forma gratuita e é uma ótima opção para você otimizar seu website!

Estratégias de otimização on-page para melhorar a velocidade e o rankeamento

A otimização da velocidade do site envolve uma série de estratégias interligadas que abordam desde a infraestrutura do servidor até a forma como o conteúdo é entregue e processado no navegador do usuário.

Exemplo prático: uma loja de e-commerce de moda reduziu seu LCP de 4.2s para 2.1s simplesmente comprimindo suas imagens de produto e implementando o formato WebP. O resultado foi um aumento de 15% na taxa de adição ao carrinho, demonstrando o impacto direto da otimização visual na conversão.

1. Otimização de imagens e mídia

Reduzir o tamanho dos arquivos visuais é uma das otimizações mais impactantes, pois imagens frequentemente constituem a maior parte do peso de uma página. Isso pode ser feito usando ferramentas de compactação, que podem ser “sem perdas” (lossless), reduzindo o tamanho do arquivo sem alterar a qualidade, ou “com perdas” (lossy), que remove dados menos perceptíveis para uma redução ainda maior.  

Outras técnicas incluem a implementação de lazy loading (carregamento sob demanda, onde as imagens só carregam quando entram na viewport do usuário), exibição de imagens em escala (redimensionamento adequado para o tamanho de exibição) e o uso de imagens JPEG progressivas.

Além disso, utilizar formatos de imagem de próxima geração como WebP ou AVIF, que oferecem compressão superior e qualidade visual comparável aos formatos tradicionais (JPEG, PNG), é uma prática altamente recomendada.  

2. Minificação e compressão de recursos (CSS, JavaScript, HTML)

  • Minificação: este processo remove caracteres desnecessários do código (como espaços em branco, quebras de linha e comentários) sem alterar sua funcionalidade, resultando em arquivos menores e mais rápidos de serem transferidos e processados pelo navegador. Para sites WordPress, plugins como Fast Velocity Minify e WP Super Minify podem automatizar esse processo.  
  • Compactação GZIP: ativar a compactação GZIP no servidor reduz o tamanho dos arquivos do site antes de serem enviados ao navegador, acelerando significativamente o download. Pode ser ativada via plugins (WP-Optimize, WP Rocket) ou modificando o arquivo.htaccess.

3. Implementação eficaz de cache e CDNs

  • Cache: o cache armazena cópias de arquivos do site (no cliente e no servidor) para que, em visitas subsequentes ou para recursos estáticos, o navegador possa usar esses arquivos em vez de solicitá-los novamente ao servidor, otimizando a velocidade de carregamento. Plugins como WP Rocket e W3 Total Cache são populares para WordPress.
  • CDN (Rede de Distribuição de Conteúdo): uma CDN é uma rede de servidores proxy e data centers distribuídos globalmente que reduz a distância física entre os servidores e os usuários. Ao distribuir as solicitações para o servidor mais próximo do usuário, a CDN otimiza a velocidade de carregamento, podendo reduzir o tempo de carregamento da página em até 30%.  

4. Impacto da hospedagem e configurações de servidor

A escolha de um provedor de hospedagem com infraestrutura adequada, servidores de alto desempenho e, idealmente, CDN e cache integrados, é fundamental para garantir um bom Time to First Byte (TTFB) e o desempenho geral do site. O local físico do servidor também é crucial; quanto mais distante ele estiver do usuário, maior será a latência.  

Provedores que oferecem hospedagem em nuvem ou VPS (Virtual Private Server) geralmente proporcionam melhor desempenho e escalabilidade do que planos compartilhados. Além disso, otimizações no lado do servidor, como a configuração correta do servidor web (Apache, Nginx), a versão do PHP e a otimização do banco de dados, são cruciais para a velocidade.  

5. Redução de requisições e scripts de terceiros

Cada arquivo (imagem, CSS, JavaScript, fonte) em uma página requer uma requisição HTTP. Reduzir o número total de requisições HTTP e consolidar arquivos (ex: combinar arquivos CSS ou JS) pode acelerar o carregamento. 

Scripts de terceiros (como anúncios, rastreadores de analytics, widgets de redes sociais) podem exigir solicitações HTTP adicionais e, em muitos casos, bloquear a renderização da página, aumentando significativamente os tempos de carregamento.

É crucial limitar seu uso e, quando indispensáveis, carregá-los de forma assíncrona ou diferida para evitar que bloqueiem o carregamento do conteúdo principal. Desativar plugins desnecessários também se enquadra nesta categoria.

6. Melhorias na qualidade e estrutura do código

A qualidade do código-fonte (HTML, CSS, JavaScript) impacta diretamente a velocidade. Códigos mal feitos, como tags sem fechamento adequado, múltiplas conexões ao banco de dados em uma única seção, ou carregamento de informações desnecessárias, diminuem a performance.

Limpar o código, garantir tags completas e corretamente fechadas, e remover espaços em branco e textos ocultos são práticas essenciais. Além disso, utilizar CSS para criar botões e efeitos decorativos em vez de imagens, sempre que possível, pois arquivos CSS são menores e carregam mais rapidamente.

7. Gerenciamento de redirecionamentos e erros

Redirecionamentos de páginas (ex: de HTTP para HTTPS, de uma URL antiga para uma nova) adicionam uma requisição HTTP extra e, consequentemente, latência ao processo de carregamento. É fundamental minimizá-los e garantir que sejam implementados de forma eficiente (ex: 301 permanentes). Erros “Página Não Encontrada” (404) representam requisições perdidas que desperdiçam recursos do servidor e do cliente, além de prejudicar a experiência do usuário. Monitorar e corrigir links quebrados é essencial.

UberSuggest

Uma outra excelente opção para otimizar a velocidade de carregamento do seu website é o UberSuggest. Essa plataforma disponibiliza informações e estratégias utilizadas por outros sites para que você possa implementar estratégias parecidas e melhorar seu desempenho digital. Ela também mostra as principais páginas na busca orgânica, ideias de palavras-chave e de conteúdo, além de informações de backlinks.

Nesse sentido, o UberSuggest é ótimo para você que quer ter uma noção maior de como está o mercado competitivo. É importante notar que, embora o UberSuggest seja uma ferramenta valiosa para análise de SEO e concorrência, ele não é uma ferramenta de teste de velocidade de site no mesmo sentido que as outras mencionadas, mas sim uma ferramenta de análise de mercado e palavras-chave.

Monitoramento contínuo e manutenção da performance

A velocidade do site não é um estado estático, mas um processo dinâmico. Testar a velocidade do site mensalmente ou após modificações significativas (como a instalação de novos plugins, atualizações de tema ou grandes mudanças de conteúdo) é crucial para garantir que as otimizações permaneçam eficazes e para identificar quaisquer regressões de desempenho.

Além dos testes de laboratório (sintéticos), o Monitoramento de Usuários Reais (RUM) avalia a experiência do usuário coletando dados de interações e tempos de carregamento diretamente dos visitantes do site.

Isso oferece informações valiosas sobre o desempenho no “mundo real”, que podem diferir dos resultados de laboratório devido a variações na rede, dispositivo e localização dos usuários.  

Ferramentas como Pingdom e Google PageSpeed Insights armazenam os resultados de testes anteriores, permitindo que os analistas acompanhem historicamente as melhorias de velocidade ao longo do tempo.  

Tudo entendido sobre como testar a velocidade de carregamento de um website? Como falamos anteriormente, essa prática é essencial para que você crie um plano de ação, faça uma otimização do site e tenha um bom ranqueamento nas plataformas de busca.

Além de garantir aos seus clientes uma experiência satisfatória e prática ao acessar seus conteúdos!

Por fim, esperamos que este artigo tenha conseguido responder às suas principais dúvidas sobre o assunto. Antes de ir, te convidamos a acessar o blog da Agência Contato para você se aprofundar em conteúdos sobre a área de marketing e afins.

Entenda o que é o aviso de “Site não Seguro” e veja como evitar a notificação

imagem representando uma pessoa navegando na internet e recebendo o alerta de site não seguro

Você provavelmente já acessou algum site e recebeu o alerta do seu navegador de que ele é um “site não seguro”, certo? Mas o que isso quer dizer? Bom, na verdade, esse tipo de aviso prejudica mais o seu site do que você imagina, podendo afetar diretamente o seu ranqueamento orgânico. 

Por isso, neste artigo vamos discutir o que esse aviso significa e como tornar o seu site seguro. Vamos lá?

Para visitantes: como acessar um site com o aviso “Não Seguro”

Se você está apenas tentando visitar uma página e se deparou com o aviso, isso significa que o navegador detectou uma falha de segurança, geralmente relacionada à ausência de criptografia. 

Suas informações, como senhas ou dados de cartão de crédito, podem ficar vulneráveis. Antes de tentar acessar, você pode tentar algumas soluções rápidas do seu lado:  

  • Verifique a data e a hora do seu computador: uma data ou hora incorreta pode interferir na verificação de validade dos certificados de segurança; 
  • Limpe o cache e os cookies do seu navegador: dados de navegação antigos podem causar conflitos;
  • Tente o modo de navegação anônima: isso ajuda a verificar se o problema não está sendo causado por alguma extensão do seu navegador;
  • Acesso manual (com ressalvas): se você confia no site e precisa acessá-lo, geralmente há uma opção para continuar. No Chrome, você pode clicar em “Avançado” e depois em “Ir para [nome do site] (não seguro)”. Faça isso apenas se tiver certeza de que o site é confiável e evite inserir informações sensíveis.  

Para donos de site: guia completo para remover o aviso “Não Seguro”

Seu site aparece como não seguro? Entenda o que isso quer dizer

O alerta de site não seguro é uma atualização do navegador Chrome, que notifica usuários sobre possíveis riscos ao acessar um conteúdo. Essa abordagem proativa visa proteger os usuários de ameaças e evitar que compartilhem informações sensíveis em ambientes potencialmente perigosos.  

Quando seu site é rotulado como “não seguro”, isso significa que há vulnerabilidades que podem comprometer a segurança dos dados dos visitantes. A causa fundamental é que a comunicação entre o navegador do usuário e o seu site não é criptografada.

O navegador possui o cadeado exibido na barra de endereço como um indicador, mas nem todos estão cientes disso. Confira os símbolos utilizados pelo Google em seu navegador:

  • Cadeado: representa uma conexão segura e criptografada (HTTPS). Indica que as informações trocadas entre o navegador e o servidor estão protegidas;  
  • “i” circulado ou “Não Seguro”: exibido quando um site não é totalmente seguro (HTTP) ou possui conteúdo misto. É preciso ter cautela ao compartilhar informações pessoais nesses sites;  
  • Triângulo vermelho com um ponto de exclamação: indica um site não seguro ou perigoso. Isso significa que a privacidade da conexão está comprometida, permitindo que alguém veja as informações do usuário.

Por que é importante ter um site seguro?

Ter um site seguro é crucial para proteger os dados dos seus clientes. Uma das maiores preocupações dos usuários é a segurança online, e você não quer que seu portal deixe esse aspecto a desejar, não é?

Com um site seguro, você assegura a privacidade das informações sensíveis, evitando vazamento e roubos de dados. Isso fortalece a reputação da sua marca, transmitindo confiabilidade e profissionalismo para o seu público.

Assim, a segurança do site vai além de uma simples precaução. Ela é uma estratégia indispensável para conquistar a confiança dos usuários e dos motores de busca. No caso desses mecanismos, isso ocorre, pois sites seguros são favorecidos pelos algoritmos, o que resulta em melhor visibilidade e posicionamento nos rankings.  

Um site seguro também oferece uma experiência de navegação tranquila e livre de ameaças. Os visitantes se sentirão seguros ao interagir com seu conteúdo, preenchendo formulários e realizando transações. Isso resulta em taxas de conversão mais altas e fidelização de clientes.

Em resumo, investir na segurança do seu site é uma estratégia inteligente que traz benefícios diretos para o seu negócio. Por isso, garanta um ambiente virtual seguro, conquiste a confiança dos usuários e alcance o sucesso online.

Como corrigir o aviso “Site Não Seguro” (Passo a Passo)

Agora que você já sabe a importância de ter um site seguro, siga os passos abaixo para corrigir o alerta na sua página.

Passo 1: Tenha o Certificado SSL

Em primeiro lugar, é essencial obter o certificado SSL (Secure Sockets Layer). Ele autentica a identidade do seu site e garante a segurança dos usuários. Isso porque todas as informações trocadas entre o navegador do usuário e o servidor são criptografadas, protegendo-as contra possíveis invasões e interceptações maliciosas.  

Para isso, você precisa escolher o provedor que melhor atenda às suas necessidades. Existem vários tipos de provedores, além de opções diferentes de certificado, como o de domínio único ou de validade estendida. Muitos provedores de hospedagem oferecem certificados SSL gratuitos, como o Let’s Encrypt.  

Em seguida, você precisa seguir as instruções do provedor para concluir o processo. Depois de adquirir o certificado, é o momento de instalá-lo no seu servidor.

Passo 2: Corrija Erros de Conteúdo Misto (Mixed Content)

Mesmo após instalar o SSL, o aviso de “não seguro” pode persistir. Uma causa comum para isso é o conteúdo misto (mixed content). Isso ocorre quando sua página, já carregada em HTTPS, ainda contém recursos (como imagens, scripts ou vídeos) sendo carregados via HTTP.  

Navegadores modernos bloqueiam esse tipo de conteúdo por padrão, pois ele cria uma brecha de segurança. Para resolver, você precisa encontrar todos os recursos HTTP em seu código e alterar suas URLs para HTTPS. Ferramentas de desenvolvedor do navegador (acessadas com a tecla F12) podem ajudar a identificar esses recursos no console.  

Passo 3: Altere a URL do WordPress para HTTPS

Uma vez que você possui um certificado SSL, é possível utilizar o protocolo HTTPS em seu navegador. Ele é, basicamente, uma versão segura do HTTP, que utiliza o certificado para criptografar as informações transmitidas entre o navegador e o servidor, protegendo os usuários e garantindo a integridade dos dados.  

Além de potencializar a segurança dos seus visitantes e, assim, aumentar a confiança que eles depositam em seu site, você melhora a sua visibilidade. Isso porque o Google e outros motores de busca valorizam sites seguros no ranking de resultados. A alteração HTTPS é, então, uma forma de demonstrar o seu compromisso com a segurança.  

Para saber mais sobre o HTTPS, leia nosso guia: HTTP e HTTPS: qual a relação com SEO?

Passo 4: Implemente o redirecionamento 301 em todo o site

Por fim, é essencial implementar o redirecionamento 301, que direciona permanentemente o tráfego de páginas HTTP para a versão segura em HTTPS. Por meio dele, é possível garantir que os visitantes sejam sempre levados para a versão protegida do seu site, mesmo que digitem ou cliquem em um link antigo com HTTP.  

Existem duas maneiras principais de implementar o redirecionamento 301:

1. Editando o arquivo .htaccess (para servidores Apache/Linux): 

Se você tem experiência técnica, pode adicionar o seguinte código ao seu arquivo .htaccess, localizado na pasta raiz do seu site (geralmente public_html). Atenção: faça um backup do arquivo antes de editá-lo.

RewriteEngine On

RewriteCond %{HTTPS} off

RewriteRule ^(.*)$ https://%{HTTP_HOST}%{REQUEST_URI}

Este código verifica se a conexão não está em HTTPS e, em caso negativo, a redireciona para a versão segura.  

2. Utilizando plugins no WordPress (opção mais fácil): 

Se você não tem experiência técnica, a forma mais segura é usar um plugin. Plugins como Really Simple SSL ou WP Force SSL fazem essa configuração automaticamente com poucos cliques, detectando seu certificado SSL e configurando o redirecionamento .Gostou de entender mais sobre o alerta de site não seguro? Acesse o blog da Contato para mais dicas de como melhorar a usabilidade do seu site!