A visibilidade de um website está ligada ao quão bem posicionada sua página está nos mecanismos de busca. Isto é, o Google ranqueia os conteúdos que entende como mais valiosos para proporcionar uma boa experiência ao usuário.
Dentre as práticas que determinam uma boa posição, uma delas é testar a velocidade de carregamento. Quer se inteirar sobre o assunto e descobrir plataformas para otimizar seu site?
Siga a leitura do conteúdo e veja como melhorar seu desempenho digital com essas 5 dicas de ferramentas excelentes! 😉
Por que é tão importante ter um site que carrega rápido?
O primeiro passo para adentrarmos nessa discussão é entender que a velocidade de carregamento é um tópico muito importante para a melhoria de um website.
E não somente por conta de uma alta demanda ou um alto fluxo de visitas, mas também para atrair novos clientes em potencial.
Além disso, a velocidade que um site carrega é determinante para uma boa experiência do usuário.
Dessa forma, uma página que carrega mais rápido é melhor posicionada nos mecanismos de busca, por ser um dos fatores de ranqueamento de um website ou blog.
O Google, inclusive, introduziu as Core Web Vitals (CWV) – Largest Contentful Paint (LCP), Interaction to Next Paint (INP) e Cumulative Layout Shift (CLS) – como métricas essenciais que avaliam a experiência do usuário no carregamento, interatividade e estabilidade visual da página, sendo um componente central para o ranqueamento.
Imagine que um cliente em potencial esteja abrindo seu website no celular e a página demora muito para carregar. Qual é o tempo que o consumidor insiste em um site lento antes de fechar a aba e procurar outro conteúdo que carregue mais rápido?
Pesquisas demonstram que um aumento de apenas um a três segundos no tempo de carregamento da página pode elevar a probabilidade de rejeição (bounce rate) em 32%.
Se o tempo de carregamento se estender para entre um e dez segundos, a chance de abandono da página pode disparar para 123%. Uma alta taxa de rejeição não é apenas uma estatística, mas um sinal claro para os motores de busca de baixa qualidade ou relevância, levando a uma penalização no ranqueamento.
A lentidão de um site tem um impacto direto e negativo nas taxas de conversão, um fator crítico para o sucesso de qualquer negócio online, especialmente para plataformas de e-commerce. Estudos demonstram que até mesmo um atraso de um segundo no tempo de carregamento pode resultar em uma redução de 7% nas conversões.
A gigante do varejo Amazon, em uma pesquisa interna, concluiu que a cada 100 milissegundos (ou 1/10 de segundo) de lentidão no carregamento, sua loja virtual experimentava uma perda de 1% em receitas. Isso sublinha a importância de uma hospedagem de alta qualidade e otimizações contínuas.
É por isso que uma maior velocidade de carregamento influencia no bom ranqueamento de sites e é importante que sempre estejamos a par das necessidades do mercado.
Mas você deve estar se perguntando quais são as melhores formas de fazer o cálculo da velocidade de carregamento, não é?
✨ Saiba mais: O que é Autoridade no SEO e como aumentar a do seu site.
Métricas essenciais de velocidade de site e sua interpretação
Para realmente entender o desempenho do seu site, é crucial ir além do tempo de carregamento total e analisar métricas específicas que as ferramentas de teste fornecem.
- Largest Contentful Paint (LCP): mede o tempo que leva para o maior elemento de conteúdo (imagem, vídeo, bloco de texto) na parte visível da tela se tornar visível para o usuário. É um indicador chave da velocidade de carregamento perceptível. Um LCP ideal é abaixo de 2.5 segundos;
- Interaction to Next Paint (INP): esta métrica, que substituiu o First Input Delay (FID), avalia a responsividade geral de uma página a todas as interações do usuário. Ela mede o tempo desde a primeira interação (clique, toque, etc.) até a próxima atualização visual na tela. Um INP ideal é abaixo de 200 milissegundos;
- Cumulative Layout Shift (CLS): avalia a estabilidade visual da página. Mede a quantidade de mudanças inesperadas de layout que ocorrem enquanto a página ainda está carregando. Um CLS ideal é abaixo de 0.1;
- Time to First Byte (TTFB): a duração entre a solicitação da página pelo navegador e o recebimento do primeiro byte de dados do servidor. É uma métrica crucial que avalia a capacidade de resposta do servidor e o desempenho do back-end. Um TTFB alto indica problemas na hospedagem ou no servidor. Um TTFB ideal é abaixo de 0.8 segundos, embora valores abaixo de 200ms sejam considerados excelentes;
- First Contentful Paint (FCP): o tempo entre a solicitação da página e o primeiro texto, imagem ou outro elemento de conteúdo visível. Indica o quão rapidamente o usuário começa a ver algo na tela. Um FCP ideal é abaixo de 1.8 segundos;
- Time to Interactivity (TTI): o tempo necessário para que uma página seja considerada totalmente interativa, ou seja, quando todos os scripts e elementos visuais foram carregados e o usuário pode interagir plenamente com a página. Um tempo ideal é abaixo de 3.8 segundos;
- Fully-Loaded Time (Tempo de Carregamento da Página): mede o tempo total para carregar todos os elementos da página, incluindo recursos de terceiros. Embora importante, não é o único indicador de UX, pois uma página pode parecer carregada antes de estar totalmente funcional.
Compreender essas métricas permite identificar áreas para otimização e melhorar o desempenho, pois elas formam uma cascata: um TTFB alto, por exemplo, atrasará todas as métricas subsequentes, incluindo FCP e LCP.
5 ferramentas para testar a velocidade de carregamento do seu site
Aqui estão nossas dicas de ferramentas que você pode usar para calcular a velocidade de carregamento do seu site, garantir um resultado satisfatório e, dessa forma, trabalhar para otimizar o desempenho de sites de forma prática e acessível!
É recomendado realizar múltiplos testes com diferentes ferramentas e navegadores para obter amostras variadas e resultados mais precisos.
PageSpeed Insights
Essa é uma ferramenta gratuita do Google que analisa a velocidade de carregamento de sites em computadores, tablets ou até mesmo em smartphones. É muito simples, basta colocar o URL da página que você deseja calcular a velocidade e o PageSpeed realiza a avaliação.
Assim, os resultados são apresentados, relatando os problemas identificados dentro do website e formas de solucioná-los, além de uma nota de classificação que vai de 0 a 100. Isso significa que quanto mais próximo do 100, mais próximo você está dos critérios ideais. O PageSpeed Insights integra dados de campo (do Chrome UX Report, que reflete a experiência de usuários reais) e dados de laboratório (coletados pelo Lighthouse em um ambiente controlado), apresentando as avaliações de Core Web Vitals e sugestões de otimização.
Test My Site
O Test My Site também é uma ferramenta do Google que, da mesma forma, funciona com a inserção do URL de determinada página, mas esse é especificamente para dispositivos móveis.
Embora o Google PageSpeed Insights seja agora a principal ferramenta do Google para análise de performance tanto em dispositivos móveis quanto em desktops , o Test My Site pode ser uma interface mais focada ou uma ferramenta complementar para avaliações detalhadas em mobile.
Assim, é apresentada uma avaliação detalhada e de forma completamente gratuita. O Test My Site também fornece uma série de recomendações para a melhoria do seu website e diversas formas de aumentar a velocidade de carregamento da sua página.
Pingdom
Nessa ferramenta, é apresentado o número de requisições feitas pela página, além do tempo total de carregamento, o tamanho dos arquivos utilizados e gráficos para ilustrar os resultados de maneira didática.
Além disso, é possível visualizar as requisições de maneira individual, o que facilita o processo. O Pingdom permite testar a velocidade do site a partir de várias localizações geográficas, o que é particularmente útil para entender como um site carrega para um público global.
Ele também armazena os resultados de testes anteriores, permitindo o acompanhamento histórico das melhorias de velocidade ao longo do tempo.
GT Metrix
A análise de velocidade do GT Metrix é super completa, pois é realizada a partir de 27 critérios diferentes para só então gerar uma nota de classificação, que é gerida em percentual (de 0% a 100%).
O GTmetrix mede o desempenho do site avaliando o tempo de carregamento, tamanho da página e número de requisições. Ele utiliza o Google Lighthouse e o YSlow (Yahoo) para suas análises, permitindo testar de vários locais, limitar a velocidade da rede e comparar o desempenho do seu site com o de concorrentes.
Além disso, em cada critério é apontado o que necessita de aperfeiçoamento ou mudanças dentro do seu site. Vale ressaltar que o GT Metrix é uma plataforma gratuita, mas oferece alguns planos pagos que dão análises mais detalhadas e específicas.
WebPage Test
O diferencial dessa ferramenta é a possibilidade de escolher o tipo de navegador e o local de origem da testagem de velocidade de carregamento para o website.
Isso quer dizer que, ao escolher um ponto inicial mais próximo de onde se encontra o seu servidor físico, o tempo de resposta do site será influenciado.
O WebPageTest é uma ferramenta gratuita e altamente configurável que permite selecionar diferentes locais de servidor, navegadores (desktop e mobile) e tipos de conexão de rede para o teste. Quanto ao resultado, o diagnóstico é bem detalhado.
O teste revela análise de desempenho da página, detalhamento do conteúdo, o carregamento desses conteúdos e o uso de cachê. Inclusive, também fornece gráficos da otimização e carregamento dos recursos.
Possui um recurso de comparação visual de URLs, que permite testar e comparar várias páginas simultaneamente.
Nesse sentido, o WebPage funciona de forma gratuita e é uma ótima opção para você otimizar seu website!
Estratégias de otimização on-page para melhorar a velocidade e o rankeamento
A otimização da velocidade do site envolve uma série de estratégias interligadas que abordam desde a infraestrutura do servidor até a forma como o conteúdo é entregue e processado no navegador do usuário.
Exemplo prático: uma loja de e-commerce de moda reduziu seu LCP de 4.2s para 2.1s simplesmente comprimindo suas imagens de produto e implementando o formato WebP. O resultado foi um aumento de 15% na taxa de adição ao carrinho, demonstrando o impacto direto da otimização visual na conversão.
1. Otimização de imagens e mídia
Reduzir o tamanho dos arquivos visuais é uma das otimizações mais impactantes, pois imagens frequentemente constituem a maior parte do peso de uma página. Isso pode ser feito usando ferramentas de compactação, que podem ser “sem perdas” (lossless), reduzindo o tamanho do arquivo sem alterar a qualidade, ou “com perdas” (lossy), que remove dados menos perceptíveis para uma redução ainda maior.
Outras técnicas incluem a implementação de lazy loading (carregamento sob demanda, onde as imagens só carregam quando entram na viewport do usuário), exibição de imagens em escala (redimensionamento adequado para o tamanho de exibição) e o uso de imagens JPEG progressivas.
Além disso, utilizar formatos de imagem de próxima geração como WebP ou AVIF, que oferecem compressão superior e qualidade visual comparável aos formatos tradicionais (JPEG, PNG), é uma prática altamente recomendada.
2. Minificação e compressão de recursos (CSS, JavaScript, HTML)
- Minificação: este processo remove caracteres desnecessários do código (como espaços em branco, quebras de linha e comentários) sem alterar sua funcionalidade, resultando em arquivos menores e mais rápidos de serem transferidos e processados pelo navegador. Para sites WordPress, plugins como Fast Velocity Minify e WP Super Minify podem automatizar esse processo.
- Compactação GZIP: ativar a compactação GZIP no servidor reduz o tamanho dos arquivos do site antes de serem enviados ao navegador, acelerando significativamente o download. Pode ser ativada via plugins (WP-Optimize, WP Rocket) ou modificando o arquivo.htaccess.
3. Implementação eficaz de cache e CDNs
- Cache: o cache armazena cópias de arquivos do site (no cliente e no servidor) para que, em visitas subsequentes ou para recursos estáticos, o navegador possa usar esses arquivos em vez de solicitá-los novamente ao servidor, otimizando a velocidade de carregamento. Plugins como WP Rocket e W3 Total Cache são populares para WordPress.
- CDN (Rede de Distribuição de Conteúdo): uma CDN é uma rede de servidores proxy e data centers distribuídos globalmente que reduz a distância física entre os servidores e os usuários. Ao distribuir as solicitações para o servidor mais próximo do usuário, a CDN otimiza a velocidade de carregamento, podendo reduzir o tempo de carregamento da página em até 30%.
4. Impacto da hospedagem e configurações de servidor
A escolha de um provedor de hospedagem com infraestrutura adequada, servidores de alto desempenho e, idealmente, CDN e cache integrados, é fundamental para garantir um bom Time to First Byte (TTFB) e o desempenho geral do site. O local físico do servidor também é crucial; quanto mais distante ele estiver do usuário, maior será a latência.
Provedores que oferecem hospedagem em nuvem ou VPS (Virtual Private Server) geralmente proporcionam melhor desempenho e escalabilidade do que planos compartilhados. Além disso, otimizações no lado do servidor, como a configuração correta do servidor web (Apache, Nginx), a versão do PHP e a otimização do banco de dados, são cruciais para a velocidade.
5. Redução de requisições e scripts de terceiros
Cada arquivo (imagem, CSS, JavaScript, fonte) em uma página requer uma requisição HTTP. Reduzir o número total de requisições HTTP e consolidar arquivos (ex: combinar arquivos CSS ou JS) pode acelerar o carregamento.
Scripts de terceiros (como anúncios, rastreadores de analytics, widgets de redes sociais) podem exigir solicitações HTTP adicionais e, em muitos casos, bloquear a renderização da página, aumentando significativamente os tempos de carregamento.
É crucial limitar seu uso e, quando indispensáveis, carregá-los de forma assíncrona ou diferida para evitar que bloqueiem o carregamento do conteúdo principal. Desativar plugins desnecessários também se enquadra nesta categoria.
6. Melhorias na qualidade e estrutura do código
A qualidade do código-fonte (HTML, CSS, JavaScript) impacta diretamente a velocidade. Códigos mal feitos, como tags sem fechamento adequado, múltiplas conexões ao banco de dados em uma única seção, ou carregamento de informações desnecessárias, diminuem a performance.
Limpar o código, garantir tags completas e corretamente fechadas, e remover espaços em branco e textos ocultos são práticas essenciais. Além disso, utilizar CSS para criar botões e efeitos decorativos em vez de imagens, sempre que possível, pois arquivos CSS são menores e carregam mais rapidamente.
7. Gerenciamento de redirecionamentos e erros
Redirecionamentos de páginas (ex: de HTTP para HTTPS, de uma URL antiga para uma nova) adicionam uma requisição HTTP extra e, consequentemente, latência ao processo de carregamento. É fundamental minimizá-los e garantir que sejam implementados de forma eficiente (ex: 301 permanentes). Erros “Página Não Encontrada” (404) representam requisições perdidas que desperdiçam recursos do servidor e do cliente, além de prejudicar a experiência do usuário. Monitorar e corrigir links quebrados é essencial.
UberSuggest
Uma outra excelente opção para otimizar a velocidade de carregamento do seu website é o UberSuggest. Essa plataforma disponibiliza informações e estratégias utilizadas por outros sites para que você possa implementar estratégias parecidas e melhorar seu desempenho digital. Ela também mostra as principais páginas na busca orgânica, ideias de palavras-chave e de conteúdo, além de informações de backlinks.
Nesse sentido, o UberSuggest é ótimo para você que quer ter uma noção maior de como está o mercado competitivo. É importante notar que, embora o UberSuggest seja uma ferramenta valiosa para análise de SEO e concorrência, ele não é uma ferramenta de teste de velocidade de site no mesmo sentido que as outras mencionadas, mas sim uma ferramenta de análise de mercado e palavras-chave.
Monitoramento contínuo e manutenção da performance
A velocidade do site não é um estado estático, mas um processo dinâmico. Testar a velocidade do site mensalmente ou após modificações significativas (como a instalação de novos plugins, atualizações de tema ou grandes mudanças de conteúdo) é crucial para garantir que as otimizações permaneçam eficazes e para identificar quaisquer regressões de desempenho.
Além dos testes de laboratório (sintéticos), o Monitoramento de Usuários Reais (RUM) avalia a experiência do usuário coletando dados de interações e tempos de carregamento diretamente dos visitantes do site.
Isso oferece informações valiosas sobre o desempenho no “mundo real”, que podem diferir dos resultados de laboratório devido a variações na rede, dispositivo e localização dos usuários.
Ferramentas como Pingdom e Google PageSpeed Insights armazenam os resultados de testes anteriores, permitindo que os analistas acompanhem historicamente as melhorias de velocidade ao longo do tempo.
Tudo entendido sobre como testar a velocidade de carregamento de um website? Como falamos anteriormente, essa prática é essencial para que você crie um plano de ação, faça uma otimização do site e tenha um bom ranqueamento nas plataformas de busca.
Além de garantir aos seus clientes uma experiência satisfatória e prática ao acessar seus conteúdos!
Por fim, esperamos que este artigo tenha conseguido responder às suas principais dúvidas sobre o assunto. Antes de ir, te convidamos a acessar o blog da Agência Contato para você se aprofundar em conteúdos sobre a área de marketing e afins.